Os animais vão para o céu?

05/11/11 em Artigos   |  Nenhum comentário

Os teosofistas acreditam no Anima mundi, ou seja, na alma universal que está presente em todos os lugares. A alma significa “um poder invisível, como um ser distinto, parte de nosso ser vivente, manifestando-se através dos atos, pensamentos e idéias”. Ela também é representada como uma substância luminosa, sob a forma de uma chama ou de um pássaro.

Na literatura teológica, encontramos a palavra pneuma; o sopro puramente espiritual que se dirige às regiões celestes. Mas, será que depois da morte de um animal de estimação, sua alma retornaria ao local de origem? De certa maneira, os animais domésticos são diferentes dos animais que não recebem afeto, que vivem na natureza. A individualização entre os animais e seus donos é mais possível com cães e gatos.

De acordo com a Revista Dog Fancy, “os animais de estimação vão para o céu e isto depende de como o animal se comportou aqui na Terra. Suas atitudes determinam sua bênção divina”, declarou rabino Gershon Winckler. A especialista em vida animal Mary Buddemeyer Poter acredita que “todos os animais vão para o céu já que são seres inocentes e livres do pecado”. “Não importa como agiram na Terra, eles vão para o paraíso”, diz o professor de Teologia da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.

Segundo Brian Mc Sweenewy, vice-chanceler da arquidiocese de Nova York (EUA), “eles vão para o céu devido a ligação que seus donos tem com os mesmos, já que o céu foi criado para os humanos”. Em agosto de 2001 foi realizada uma pesquisa na ABC News & Beliefnet onde 47% dos entrevistados acreditam que seus animais vão para um plano superior depois que morrem. A pesquisa foi feita por telefone com 1.018 adultos.

Há inúmeras identificações e correspondências entre os homens e os animais, arquétipos que representam as camadas mais profundas do inconsciente e do instinto. Contudo, apesar de seres irracionais, a maioria dos animais vivenciam a fraternidade, convivendo harmoniosamente com os seres humanos. Com os seus corpos, os animais expressam emoções. O instinto da preservação da espécie é notada em praticamente todos os animais.

Perpetuar a própria espécie é o instinto mais forte na natureza animal. Os zoólogos também relatam casos de adoção, onde as fêmeas costumam tomar conta de algum filhote abandonado. Na Bíblia, os animais foram apresentados à Adão e agrupados por espécies. Como o homem está associado ao processo de criação – descrito por Moisés, estes recebem proteção divina e em nome da solidariedade das espécies, Deus proibiu o sofrimento inútil dos bichos.

Os animais aparecem em diversas religiões como guardiões dos templos. No Egito, a zoolatria era levada a sério. Um egípcio era capaz de deixar sua casa ser queimada por um incêndio pelo dever em socorrer seu gato. Várias múmias de gatos foram encontradas nos sepulcros egípcios.

Para Shiva (divindade indiana) toda a forma de vida é sagrada e não existem diferenças entre os homens e animais. O interesse que o homem sente pelos animais, considerando-o como materialização dos próprios complexos psíquicos e simbólicos, percebe-se nos dias atuais com o zelo dos animais domésticos.

Fonte: Portal Terra

Monica Buonfiglio

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